O passeio de trem mais charmoso de Curitiba 

O passeio de trem mais charmoso de Curitiba
Passeios
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Com toda certeza você já ouviu dizer que há um passeio lindo para fazer de Curitiba até morretes, no Paraná. Eu tive o prazer enorme de fazer esse passeio e aqui vou contar um pouco sobre essa experiencia. 

Uma coisa que eu não sabia antes de ir é que existem várias opções de vagão. Dá pra escolher desde os mais simples até os mais completos. Eu acabei escolhendo a Classe Luxo, porque achei ela linda e com um estilo mais clássico, meio antiguinho, que eu adoro.

Ela é um pouco mais cara que a básica, mas pra mim valeu a pena. Já começou pelo lanche, que veio super caprichado, e as bebidas que eram à vontade durante o trajeto.

No geral, tem opções pra todos os gostos: a Turística, que é mais simples e já inclui um lanchinho e guia, e outras mais completas, como a Boutique e a Litorina de Luxo, que têm mais conforto, ar-condicionado, bebidas liberadas e até guia bilíngue.

No pacote estava incluso o transfer. Eles me buscaram no hotel, me levaram até a estação e depois me deixaram de volta também. Isso ajuda muito, porque você não precisa se preocupar com nada, só curtir o passeio.

Ah, e uma coisa importante: o trajeto de trem normalmente é só ida ou só volta, não os dois. O outro trecho é feito de van. Até tem a opção de fazer ida e volta de trem, mas aí o valor sobe bem.

No meu pacote também estava incluído o almoço em Morretes e olha, foi um dos pontos altos do dia. Comida típica, bem servida, daquele jeito que faz a gente sair da mesa feliz e quase querendo deitar depois.

É uma imersão na Mata Atlântica, oferecendo vistas deslumbrantes de montanhas, vales, rios e cascatas.

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Por onde o passeio passa?

O passeio é uma imersão na Mata Atlântica, oferecendo vistas deslumbrantes de montanhas, vales, rios e cascatas.


O trajeto atravessa a maior área contínua preservada de Mata Atlântica do Brasil, passando pela Serra do Mar.

Durante o percurso, o trem vai revelando cenários incríveis e também algumas obras impressionantes. São 41 pontes e viadutos, além de 13 túneis escavados na rocha o que já faz o passeio ser especial por si só.


Um dos momentos mais aguardados é a passagem pelo Viaduto do Carvalho. É uma estrutura metálica que parece suspensa no meio do nada, dando aquela sensação de estar flutuando sobre a mata. Dá um friozinho na barriga, mas é incrível.


Além disso, o trem também passa por pontos como a Represa do Capivari, a Ponte São João e a Estação Marumbi, que fica bem na base de um conjunto de montanhas lindo.

Para quem vai nas categorias mais luxuosas, como a Litorina, ainda existe uma parada exclusiva no Mirante do Cadeado.

Histórias contadas durante o passeio:

Outra coisa que torna a experiência ainda mais interessante é a história por trás de tudo isso. Durante o trajeto, os guias vão contando detalhes sobre a construção da ferrovia, que aconteceu entre 1880 e 1885. E não foi nada fácil.

Na época, ela foi considerada um verdadeiro “milagre da engenharia”, por ter sido construída em meio a terrenos difíceis, muita chuva e condições bem desafiadoras. A obra começou com um engenheiro italiano, Antônio Ferrucci, que já tinha trabalhado no Canal de Suez, e foi finalizada por João Teixeira Soares.

Um detalhe importante é que, mesmo naquela época, a ferrovia não foi construída com mão de obra escrava, o que é algo bem marcante para o período. A construção também contou com apoio da família imperial. Dom Pedro II participou do início das obras, e o trecho até Morretes foi inaugurado pela Princesa Isabel, em 1883.


E tem até uma história curiosa: no local onde hoje está o Viaduto do Carvalho, a ideia inicial era construir um túnel. Mas, depois de um desabamento, optaram pelo viaduto que acabou se tornando um dos pontos mais impressionantes do passeio.

No fim das contas, essa ferrovia não é só bonita. Ela também teve um papel muito importante no desenvolvimento da região, ligando o interior ao litoral e ao Porto de Paranaguá, facilitando o transporte de cargas (e até gerando protestos na época, principalmente de carroceiros).

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Quando você chega em Morretes, já dá pra sentir que o ritmo muda. A cidade é pequena, tranquila e o foco acaba sendo bem claro: comer bem, andar sem pressa e aproveitar a natureza ao redor.

Vou te contar o que dá pra fazer por lá:

1. Experiência gastronômica (o grande destaque) Não tem como ir a Morretes e não provar o famoso barreado. É o prato mais tradicional da cidade que é um cozido de carne preparado lentamente em panela de barro, até ficar bem macio, quase desmanchando. Ele é servido com farinha de mandioca e banana, e pode parecer diferente no começo, mas vale muito a experiência.

2. Centro histórico e cultura Depois de comer, o melhor plano é sair andando sem pressa pelo centro. As ruas são cheias de casarões coloniais bem preservados e aquele clima calmo que faz a gente desacelerar sem perceber. Vale a pena passar pela Igreja de Nossa Senhora do Porto, que é de 1850 e bem charmosa, e também pela Casa Rocha Pombo, que funciona como um museu com a história da cidade. Outro ponto que chama atenção é a ponte metálica (ou pênsil), que cruza o Rio Nhundiaquara. Além de ser um dos cartões-postais, a vista dali é bem bonita.

3. Natureza e lazer ao ar livre Se você gosta de natureza, Morretes também não decepciona. O Rio Nhundiaquara é um dos destaques. Em alguns pontos dá até pra entrar na água ou simplesmente sentar na beira, descansar e curtir o visual. Pra quem quer algo mais ativo, tem o Ekôa Park, que fica a poucos quilômetros do centro e oferece trilhas, tirolesa e atividades voltadas à natureza. E se você for mais aventureira, existe o Caminho do Itupava, uma trilha histórica que liga Morretes a Curitiba. Além disso, também tem passeios de jipe 4×4 e caminhadas guiadas pela Serra do Mar.

4. Comprinhas e sabores locais Antes de ir embora, vale dar uma olhada nas lojinhas da cidade. Morretes é famosa pelas balas de banana artesanais e sério, é impossível não levar algumas. Também tem cachaças produzidas na região, artesanato local e até cervejas artesanais, como a Porto de Cima, feita ali mesmo.

5. Arredores e passeios próximos Se você tiver um tempinho a mais, dá pra incluir outros passeios no roteiro. Tem o Parque Hisgeopar, que conta a história e a geografia do Paraná de uma forma bem diferente, com maquetes e miniaturas. E muita gente aproveita pra dar um pulinho em Antonina, que fica a uns 15 km de Morretes. Dá pra fazer um passeio rápido no mesmo dia.

Dica importante: Uma coisa que eu achei bom saber: a maioria dos restaurantes fecha entre 15h e 16h. Então o ideal é já almoçar assim que chegar. Ah, e se puder, leve um pouco de dinheiro em espécie. Em alguns lugares o sinal não é tão bom e pode dar problema com cartão.

Espero que vocês tenham curtido as dicas e que esse post tenha dado aquela vontade de fazer esse passeio também. Eu super recomendo foi uma experiência linda do começo ao fim. Pretendo repetir, dessa vez com meu namorado, pra viver tudo de novo com ainda mais calma.

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